Como a muito já se especulava, o casamento acabou. Não estamos falando de nenhum casal global, muito menos “holywoodiano”, e sim do mais vitorioso casamento esportivo de Santa Catarina. Figueirense Futebol Clube e Figueirense Participações Sociedade Anônima. Nomes que durante 11 anos significaram a mesma coisa, vitória.
O FFC deve muito a FPSA, assim como a FPSA deve muito ao FFC. Foi uma parceria que rendeu frutos para ambas as partes, e, pela história construída em conjunto, deveria acabar de forma serena e natural. Infelizmente, não é este cenário que avistamos no momento.
Depois de ser insultado pela proposta de alteração de contrato feita pela FPSA, o Conselho Deliberativo (CD) do Figueira acabou decidindo, por ampla maioria, o rompimento da parceria. Paulo Prisco Paraíso, o PPP, ainda tentou consertar enviando uma carta de retratação. Contudo, além de tardia, a carta surtiu pouco efeito para os Conselheiros já “mordidos” pela citada alteração.
O presidente do CD, Nestor Lodetti, afirmou que a parceria durará somente até o dia 21 de março, ou seja, pouco mais de 2 meses. Deixou aberta ainda a possibilidade da FPSA voltar ao futebol alvinegro, não como gestora, mas como investidora. Do outro lado, PPP afirmou que o contrato FFC – FPSA duraria até 2024, e como toda divergência contratual, deverá ser decidida judicialmente. Ou seja, isso vai dar côsa!
Neste final de semana houve um encontro entre Nestor Lodetti, ladeado por uma comissão composta por membros do CD, Fabio Koff (Clube dos 13), Marco Aurélio Teixeira (CBF), Renan Dal Zotto (CIMED), Wilfredo Brillinger (PROSUL) e Edson Silva (NEXXERA). Tal encontro aumenta a especulação que o futuro do futebol alvinegro possa ser decidido por um pool de empresas catarinense, que cuidariam da injeção de recursos em troca de propaganda e porcentagem em vendas de jogadores. Fica a dúvida aqui se esse pool apenas investiria e o FFC compra o passe ou eles mesmos compram e apenas repassem ao alvinegro, mais ou menos como Grupo Sendas.
No campo das especulações fala-se também nos nomes de Marco Aurélio Cunha (ex-Figueira, Azulinos e atual Bambi de plantão), Traffic e, pasmem, LA Sports. Negócios são negócios, claro. Mas tudo tem limite. Ter como parceiro a mesma empresa que banca os jogadores do maior rival é, no mínimo, uma piada de muito mal gosto.
No campo dos “achismos” eu vejo a mudança como salutar. A parceria, embora vitoriosa, estava se desgastando. Pela total apatia do CD, que durante 10 anos fez papel meramente figurativo, a FPSA ficou na linha de frente para o torcedor. Quando as derrotas começaram a surgir, a torcida já tinha o seu alvo, e, blindado pela ausência de perseguição da torcida, o CD começou a agir. Não acredito em culpados. Acredito que a parceria seguiu o curso natural da vida. A parceria nasceu, deu frutos, e agora moribunda, aguarda o último suspiro para sucumbir de vez.
Vale também a leitura dos ótimos blogs do Tainha e do Meu Figueira, que dão a explanação para todo alvinegro compreender o que se passa.
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