Como de praxe muitas caras novas chegaram ao Figueirense nesta temporada. Eu, sinceramente, não me recordo de uma equipe alvinegra que tenha sido igual em dois anos seguidos.
Mas não adianta chorar até porque nesta temporada a mudança é salutar, afinal, com aquela cambada de “come-dorme” e “serenos” do último ano não iríamos a lugar algum (para ser justo, não incluo todos que saíram nesta lista, ta bom Schwenck?).
O Figueira deve estrear jogando num 4-5-1 ofensivo, com dois alas que apóiam bastante, dois volantes para fazer a cobertura, e três meias que farão a ligação e também ajudarão no ataque. Uma formação que me agrada, haja vista a carência de um homem de referência no ataque.
Vamos analisar as novas caras presentes entre os titulares que estão sendo vinculados na imprensa: Wilson; Lucas, Roger Carvalho, João Felipe e João Paulo; Jeovânio, Coutinho, Ernane, Maicon e Marquinho; Júnior Negrão. Técnico: Renê Weber
JOÃO PAULO: Surgiu como uma das grandes apostas para a lateral-esquerda do Fluminense. Tanto que, apostando na sua categoria, o time não deu tanta importância para esta posição na contratação de reforços no início de 2008. Todos no clube achavam que o garoto iria dar conta. Não deu. Acredito que sentiu a pressão. Tem tudo para ser o dono da lateral-esquerda alvinegra. Tem boa velocidade, apóia muito bem, não é “fominha” como era o Egídio e, ao meu ver, cruza, passa, dribla e chuta muito melhor que este. Aposto nele!
COUTINHO: Começou bem nos primeiros anos de Vasco, depois deu uma desandada e não brilhou mais em lugar algum. Passou por Estrela da Amadora (Portugal), Botafogo, foi rebaixado com o Criciúma em 2008 e bi-rebaixado com o Fortaleza no ano passado. Não acredito muito nele e preferia o Diego Paulista como titular. Xô Uruca!
ERNANE: Formado nas categorias de base do Bahia, passou sem grande sucesso pelo Vasco, foi emprestado ao Ipatinga, voltou ao Vasco, foi para o Cabofriense, voltou ao Vasco e agora está no Figueira. Teve seu período de maior destaque em 2005, quando se destacou na Seleção Brasileira Sub-20, onde tinha um tal Filipe Luis Karminski como companheiro (VOLTA FILIPE! Hehehe), e era treinado por um certo Renê Weber ( Renê Who!?). Se recuperar o bom futebol, pode ser de grande ajuda, mas acredito que ele será figura cativa no banco alvinegro quando todos os jogadores estiverem em condições.
MARQUINHO: Outro que vem mais por ser jogador do Eduardo Uran do que pelas qualidades técnicas. Marquinho tem um currículo extenso. Surgiu no São Paulo, passou por Alianza Lima (Peru), PSV Eindhoven (Holanda), Fluminense, Paysandu, Atlético-MG, Guarani, Vasco da Gama, Botafogo e, agora, Figueirense. Contando que ele começou a carreira em 1999, foi para o Peru no ano 2000, e no mesmo ano para a Holanda, onde ficou até o final de 2004, ele obteve a impressionante média de 1,6 clubes por ano. Isso que contamos 2010, que ainda não acabou, e que no ano passado ele passou 7 meses sem clube, até acertar com o Botafogo no final do ano. Ah, ainda foi rebaixado com o Vasco em 2008.
JÚNIOR NEGRÃO: Quem acompanhou a Série B do ano passado sabe que é uma boa aposta. E, graças a Deus, a beleza do futebol não está relacionada com a beleza do nome, pois o nosso querido Gleidionor iria passar sufoco. Gleidi é um atacante rápido e com faro de gol, mas é uma aposta e não uma referência.
RENÊ WEBER: Deixo aqui um desafio. Citem um grande trabalho de Renê Weber como técnico. Eu procurei mas não consegui encontrar. Para mim, esse foi o grande erro do ano. Espero que o Titio Tuitero me faça queimar a língua.
E você, o que acha da atual equipe titular alvinegra?
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